quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

O jogo está nas mãos de Requião

O destino do PMDB paranaense nas eleições de 3 de outubro será definido pelo governador Roberto Requião mesmo depois de sua renúncia, no dia 2 de abril. Será ele quem definirá se o PMDB terá como candidato o vice-governador Orlando Pessuti ou se vai indicar o vice numa eventual chapa liderada pelo prefeito de Curitiba, Beto Richa.

A avaliação é do diretor-presidente da Paraná Pesquisa, Murilo Hidalgo, que, com “todo respeito” ao vice-governador, avalia que “a partir do dia 2 de abril o jogo não passa para as mãos de Pessuti, mas continua nas mãos de Requião, que é quem tem a maioria do PMDB”.

-- Ele só será candidato se Requião quiser, acredita.

Para Murilo Higaldo, o que vai pesar na decisão sobre os rumos do PMDB é a candidatura de Requião ao Senado e que riscos o governador está disposto a correr.

Se ele se arrisca a entrar numa disputa contra a petista Gleisi Hoffmann e o tucano Gustavo Fruet ou se elimina uma das duas candidaturas para ter uma eleição mais tranqüila.

Ao insistir que “o jogo está nas mãos de Requião”, Higaldo faz um comparativo com a questão nacional.

Diz que apesar do esforço de Requião para viabilizar sua candidatura à Presidência da República a decisão está nas mãos do deputado Michel Temer, presidente nacional do PMDB, e dos senadores José Sarney e Renan Calheiros.

-- Eles têm o comando do partido e o PMDB seguirá o caminho que eles determinarem, compara.

Nada é à revelia (I)

Murilo Higaldo não descarta a possibilidade de o PMDB compor a chapa do prefeito Beto Richa.

Segundo ele, não é sem o aval do governador que os deputados Alexandre Curi e Luiz Cláudio Romanelli conversam com Richa.

-- Em quase oito anos de governo eles (Curi e Romanelli) nunca foram rebeldes. Nunca agiram à revelia do governador e não seria agora que agiriam de forma diferente. Alguma sinalização de Requião eles devem ter, analisou.

Nada é à revelia (II)

Há quem lembre a visita que o deputado Luiz Cláudio Romanelli fez, no ano passado, ao senador Osmar Dias.

Romanelli foi “bombardeado”, inclusive por setores do PMDB, mas sempre afirmou que a visita a Osmar não foi uma iniciativa sua.

Foi à casa do senador pedetista para uma conversa sobre as eleições de 3 de outubro como “emissário” do governador Roberto Requião.

Passando a limpo

Pelo twitter, o governador Roberto Requião convida a população paranaense a assistir a “escolinha” da próxima terça-feira.

Segundo ele, vai “passar a limpo” a relação entre os governos estadual e federal.

Mais do que isso, Requião anuncia que o secretário da Fazendo, Heron Arzua, irá comentar reportagem da Gazeta do Povo desta quarta-feira que diz que “na divisão do bolo do Orçamento da União para 2010, o Paraná fica apenas com algumas migalhas”.

De acordo com a reportagem, “dos R$ 117,1 bilhões previstos no demonstrativo regionalizado da Lei Orçamentária Anual (LOA), disponível no sistema Siga Brasil, do Senado, só R$ 4,5 bilhões são destinados ao estado. Isso equivale a um repasse de R$ 421 por paranaense – quase metade do destinado para cada habitante do Mato Grosso do Sul, que não tem população ou economia tão expressivas como as do Paraná”.

Na mira

Mais uma vez quem estará na mira é o ministro do Planejamento, o paranaense Paulo Bernardo.

No twitter, nesta quarta-feira, Requião faz pelo menos quatro vezes e uma delas lembra que quem define os recursos para Estados e municípios é o ministro do Planejamento.

Número de deputados

O ministro Arnaldo Versiani, do Tribunal Superior Eleitoral, vai convocar audiência pública, em data a ser definida, para discutir minuta de resolução que dispõe sobre o número de deputados federais de cada Estado e um pedido feito pela Assembleia Legislativa do Amazonas de redefinição desses quantitativos.

Segundo matéria disponível no site do TSE, uma eventual alteração no número de deputados federais resultará também em mudança na quantidade de membros das assembleias legislativas e de integrantes da Câmara Legislativa do Distrito Federal.

0 comentários: