quarta-feira, 18 de maio de 2011

MP investiga existência de novos (velhos) “fantasmas” na Assembléia Legislativa

O Ministério Público teria iniciado uma nova investigação na Assembléia Legislativa. Desta vez sobre a existência de supostos “novos” fantasmas na Casa que, na verdade, eram velhos “fantasmas”. Pela denúncia, alguns servidores efetivos, que foram considerados “desnecessários” pela nova administração, teriam se abrigado em alguns gabinetes de parlamentares e, como neste caso não há controle de presença, continuariam “fantasma”.

O caso está sendo comentado ao pé do ouvido no Palácio 19 de Dezembro, mas uma medida adotada nesta quarta-feira pelo presidente Valdir Rossoni reforçou o “burburinho”.

Rossoni determinou que os deputados paguem com recursos da verba de gabinete (60 mil reais) os servidores efetivos que abrigarem.

No total são 170 servidores considerados “desnecessários”, que foram colocados à disposição da Secretaria de Justiça. Apenas cinco aceitaram e já estão trabalhando em órgãos ligados à Seju, como o Procon, por exemplo.

Rossoni deu um prazo até 31 de maio para os demais servidores “desnecessários” encontrem uma nova função. Caso isso não aconteça, serão colocados em disponibilidade, com redução de salários, como prevê a Constituição do Paraná.

Culpa do sindicato
O deputado Valdir Rossoni culpou o sindicato da categoria pelo fato de os servidores se negarem a aderir ao convênio firmado com a Seju.

-- Infelizmente a direção do sindicato induziu os servidores a não aceitar a transferência para outro órgão do Estado. Eles não acreditavam que faríamos isso. Estamos dando um prazo final para esses servidores encontrarem um local para trabalhar, disse Rossoni..

Reni não concorda

Segundo secretário da Assembléia Legislativa, portanto, integrante da mesa executiva, o deputado Reni Pereira, do PSB, não está convencido que é “legal” colocar funcionários em disponibilidade.

-- Só assino o ato se estiver convencido que está dentro da lei, afirmou.

A guerra dos gabinetes (I)

Ao que tudo indica a mesa da Assembléia Legislativa encontrará dificuldade para fazer a “reforma agrária” dos gabinetes.

Alguns deputados, como Caito Quintana, do PMDB, diz que não irá ceder um milímetro até porque o seu gabinete serve à liderança do partido na Casa.

Assim Caito, outros seis deputados têm gabinetes com três banheiros, e que considerados “latifundiários” pelo presidente Valdir Rossoni.

São eles: Cleiton Kielse, Nereu Moura, Artagão Júnior e Anibelli Neto, do PMDB; Nelson Justus, do DEM, e Fernando Scanavacca, do PDT.

A guerra dos gabinetes (II)

Mas tem o outro lado. Há, segundo Rossoni, os “sem-terra”, que têm gabinetes com apenas um banheiro.

-- Reforma agrária já, brincou o petista Elton Welter, que disse que seu gabinete é uma “chacrinha”.

O deputado Tadeu Veneri, também do PT, chegou a se desfazer do banheiro para ganhar mais espaço.

A guerra dos gabinetes (III)

Segundo o presidente Valdir Rossoni, 40 deputados lhe entregaram um manifesto pedindo medidas urgentes na redistribuição de espaços.

Rossoni confessa que esta pode ser uma batalha difícil.

-- Mas com diálogo vamos encontrar uma solução, espera.

A guerra dos gabinetes (IV)

O deputado Caito Quintana afirma que há espaços ociosos na Casa que poderiam abrigar gabinetes, como por exemplo, no prédio da administração.

Lembrou que quando assumiu o mandato pela primeira vez, em 1983, todos os 56 deputados (o número daquela época) tinham seus gabinetes no prédio antigo.

-- Depois se construiu o anexo e ainda se briga por espaço, disse.

O deputado concorda com o choro de alguns colegas.

-- Não é possível que fiquem em caixas de fósforo, mas a Assembléia vai gastar mais do que se ocupasse os espaços ociosos no velho prédio, ponderou.

O presidente Valdir Rossoni e o primeiro-secretário Plauto Miró Guimarães argumentaram que os espaços abertos no antigo prédio, com a retirada do almoxarifado e biblioteca, vão ser destinados às salas de reuniões das comissões.

Cabalando votos

Quando foi à Assembléia Legislativa na terça-feira, o procurador geral do Estado, Ivan Bonilha, usou o gabinete da liderança do governo para cabalar votos para sua indicação como novo conselheiro do Tribunal de Contas.

Os deputados da base do governo foram chamados um a um...

Apoio a Bonilha

O deputado Mauro Moraes, do PSDB, foi o primeiro a se manifestar publicamente a favor da candidatura de Ivan Bonilha.

-- É o único representante da base de apoio ao governo Beto Richa, disse, esquecendo que o tucano Nelson Garcia e o pedetista Augustinho Zucchi integram a base do governo.

.Moraes conclamou seus colegas a seguirem a “orientação” do Palácio das Araucárias “pela eleição de um candidato de alto nível e que pertence aos quadros do órgão (TC)”.

Comissão retarda eleição

A comissão especial criada na Assembléia Legislativa para ouvir os 16 candidatos ao cargo de conselheiro do TC decidiu ouvir apenas quatro a cada semana.

O que derruba a data prevista pelo presidente da Assembléia, Valdir Rossoni, que anunciou a eleição para o inicio de junho.

A primeira reunião da comissão para ouvir os candidatos será na próxima terça-feira, às 11 horas.

A comissão tem o deputado Elio Rusch, do DEM, como presidente; e Hermas Brandão Júnior, do PSB, como relator.

Pressão para ser candidato

As medidas adotadas pela nova direção da Assembléia estão rendendo frutos para o deputado Plauto Miró Guimarães, do DEM.

Tanto é assim que está sendo pressionado por seu grupo político para ser candidato a prefeito de Ponta Grossa.

A disputa está sendo liderada pelo ex-deputado Jocelito Canto. Em segundo, empatados, estão Plauto Miró e o deputado Marcelo Rangel, do PPS.

O democrata disse que ainda não decidiu se aceita participar novamente da disputa.

De qualquer forma avalia que a eleição estará polarizada entre o grupo que apoia o governo Richa e a oposição.

-- Vai ser uma eleição justa, prevê.

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